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	<description>Campanha pela integralidade e implementação do PNDH 3</description>
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		<title>Conheça os escolhidos de Dilma para compor a Comissão da Verdade</title>
		<link>http://pndh3.com.br/noticias/conheca-os-escolhidos-de-dilma-para-compor-a-comissao-da-verdade/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 00:42:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>biabarbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Grupo vai apurar violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988 e terá dois anos para produzir um relatório com conclusões e recomendações sobre os crimes cometidos. Posse dos integrantes está marcada para o dia 16 de maio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Palácio do Planalto anunciou nesta quinta-feira (10) os sete integrantes <a href="http://g1.globo.com/politica/noticia/2012/05/planalto-anuncia-integrantes-da-comissao-da-verdade.html">escolhidos </a>pela  presidente Dilma Rousseff para compor a Comissão da Verdade, que vai  apurar violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988 &#8211; período que  inclui a ditadura militar &#8211; e terá dois anos para produzir um relatório  com conclusões e recomendações sobre os crimes cometidos. Por lei, a comissão deverá observar a Lei da Anistia (1979), que impede a  punição de responsáveis por crimes durante o período da ditadura.</p>
<p>O texto da lei que criou a Comissão da Verdade prevê que os integrantes  deverão ser &#8220;de nacionalidade brasileira, designados pelo Presidente da  República, com base em critérios como o da pluralidade, reconhecimento  de idoneidade e de conduta ética e por defesa da democracia, da  institucionalidade constitucional e dos direitos humanos&#8221;.</p>
<p>Durante as investigações, o grupo poderá requisitar informações a  órgãos públicos &#8211; inclusive sigilosas &#8211; convocar testemunhas, realizar  audiências públicas e solicitar perícias. De acordo com o projeto, a comissão contará com 14 funcionários, além  do suporte técnico, administrativo e financeiro da Casa Civil. A  comissão terá ainda de enviar aos órgãos públicos competentes  informações que ajudem na localização e identificação de restos mortais  de pessoas desaparecidas por perseguição política.</p>
<p>No mesmo dia em que assinou o projeto de criação da comissão, em 18 de  novembro de 2011, a presidente sancionou também a Lei de Acesso à  Informação, que facilita a obtenção de dados do governo e acaba com o  sigilo eterno de documentos públicos.</p>
<p>Na ocasião, Dilma – que foi presa e torturada pela ditadura – disse que  “o silêncio e o esquecimento são sempre uma grande ameaça”.</p>
<p>“Nenhum ato ou documento contra os direitos humanos pode ser colocado  sob sigilo de espécie alguma. O sigilo não oferecera nuca mais guarida  ao desrespeito, aos direitos humanos no Brasil”, afirmou a presidente em  novembro.</p>
<p>Veja abaixo um breve perfil de cada um dos integrantes, conforme  biografia distribuída pela Secretaria de Comunicação Social da  Presidência. A posse será no dia 16 de maio.</p>
<p><a href="http://g1.globo.com/politica/noticia/2012/05/e-bobagem-enorme-pensar-em-revanchismo-diz-fonteles.html"><strong>Cláudio Fonteles</strong></a> foi procurador-geral da República de 2003 a 2005. Na década de 60,  atuou em movimento estudantil ligado à esquerda católica. Atualmente, é  membro do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, faz  trabalhos de assistência social e estuda teologia.</p>
<p><a href="http://g1.globo.com/politica/noticia/2012/05/comissao-e-busca-de-reconciliacao-nacional-doa-quem-doer-diz-dipp.html"><strong>Gilson Dipp</strong></a> é ministro Superior Tribunal de Justiça (STJ) desde 1998 e do Tribunal  Superior Eleitoral (TSE) desde 2011. Foi corregedor-nacional de Justiça  de 2008 a 2010 e preside a Comissão de Juristas com a finalidade de  elaborar o anteprojeto do Código Penal.</p>
<p><strong>José Carlos Dias</strong> é advogado criminalista e autor de  dois livros de poesia. Foi ministro da Justiça entre 1999 e 2000, no  governo FHC. Atualmente é conselheiro da Comissão Justiça e Paz de São  Paulo e membro do conselho curador da Fundação Padre Anchieta.</p>
<p><a href="http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2012/05/pais-tem-direito-de-conhecer-verdade-diz-cavalcanti-filho.html"><strong>José Paulo Cavalcanti Filho</strong></a> é advogado no Recife, escritor e consultor da Unesco e do Banco  Mundial. Presidiu o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)  entre 1985 e 1986 e foi ministro interino da Justiça no governo de José  Sarney.</p>
<p><strong>Maria Rita Kehl</strong> é psicanalista, ensaísta, crítica  literária, poetisa e cronista. Durante o regime militar, foi editora do  Jornal Movimento, jornal alternativo de contestação à ditadura. Em 2010,  ganhou o Prêmio Jabuti de Literatura com o livro &#8220;O Tempo e o Cão&#8221;.</p>
<p><a href="http://g1.globo.com/politica/noticia/2012/05/ja-era-tempo-de-ela-ter-sido-instalada-diz-membro-da-comissao-da-verdade.html"><strong>Paulo Sérgio de Moraes Sarmento Pinheiro</strong></a> é professor aposentado de ciência política, escritor e consultor. Foi  secretário especial dos Direitos Humanos, no governo Fernando Henrique  Cardoso, e relator das duas primeiras versões do Programa Nacional de  Direitos Humanos (PNDH), em 1996 e 2002. Atualmente preside a comissão  da ONU que investiga crimes contra os direitos humanos na Síria.</p>
<p><strong>Rosa Maria Cardoso da Cunha</strong> é advogada criminalista,  professora e escritora. No início da carreira, especializou-se na defesa  de crimes políticos. Atuou também nas áreas de meio ambiente, mercado  financeiro, direito do consumidor e crimes de imprensa.</p>
<p>Fonte: G1</p>
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		<title>CNE quer que União e estados ofereçam educação a presidiários como medida de ressocialização</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 22:57:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>biabarbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Dados analisados pelo CNE mostram que apenas um em cada dez detentos participa de atividades educacionais oferecidas nas prisões. As diretrizes estão previstas no Plano Nacional de Educação (PNE, de 2001) e na terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3, de 2009).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><strong>Gilberto Costa</strong><br />
<em>Repórter da Agência Brasil</em></p>
<p>Brasília – O Conselho Nacional de Educação (CNE) apresentou em  seminário hoje em Brasília as condições de escolaridade dos presos no  país. Dados analisados pelo CNE mostram que apenas um em cada dez  detentos participa de atividades educacionais oferecidas nas prisões.</p>
<p>Outros dados indicam que 66% da população presidiária não concluiram o  ensino fundamental, menos de 8% têm o ensino médio e a mesma proporção é  analfabeta. A falta de escolaridade afeta especialmente os homens em  idade produtiva (três quartos têm de 18 a 34 anos).</p>
<p>O levantamento realizado pelo CNE é um meio para verificar como os  presídios federais e os pertencentes aos estados podem cumprir as  diretrizes apresentadas do próprio conselho, editadas em maio de 2010.  As diretrizes estão previstas no Plano Nacional de Educação (PNE, de  2001) e na terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos  (PNDH 3, de 2009).</p>
<p>A falta de ensino nos presídios é mais uma evidência das condições  desfavoráveis das prisões do Brasil, que acumulam problemas como  superlotação e até tortura, reconhece a ministra-chefe da Secretaria de  Direitos Humanos (SDH), Maria do Rosário, que vê na oferta de ensino  regular para jovens e adultos (inclusive profissionalizante) “uma ponte  para a socialização” .</p>
<p>Os dados compilados pelo CNE mostram que os presos sem escola acabam  perpetuando sua condição de pobreza. “É a população mais pobre e com  mais baixa escolaridade”, ressalta a ministra. “Essa marca revela uma  conexão perversa entre a situação de baixa oportunidade e circunstância  de violência”, sublinha.</p>
<p>Para Adeum Sauer, conselheiro do CNE e responsável pela análise da  condição educacional dos presos no Brasil, a opinião pública também deve  mudar e rever a maneira de enxergar o presidiário. “Os presos são  pessoas que têm direito e vão voltar para a sociedade. Se não houver  alternativa, vão voltar a delinquir e nós continuaremos a dizer: as  prisões são escolas do crime e não espaço de ressocialização”.</p>
<p>De acordo com o conselheiro, os estados e a União devem lançar mão do  Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de  Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para financiar a  melhoria da escolaridade nos presídios, além de recursos regulares  complementares como aqueles que têm origem em convênios ou para compra  de material escolar.</p>
<p>A população carcerária do Brasil é uma das três maiores do mundo (atrás  dos Estados Unidos e da China), com 514.582 presos, segundo dados de  dezembro de 2011, do Ministério da Justiça. No país, há cerca de 270  pessoas presas para cada 100 mil habitantes.</p>
<p><em>Edição: José Romildo</em></p>
</div>
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		<title>Universidades terão observatório sobre a violação de direitos humanos durante a ditadura militar</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Nov 2011 16:16:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>biabarbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[O governo federal, em parceria com universidades públicas e privadas do país, vai criar uma rede de observatórios universitários para incentivar pesquisas sobre a violação dos direitos humanos no Brasil durante a ditadura militar. De acordo com a ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário, o material poderá subsidiar o trabalho da Comissão Nacional da Verdade. A constituição da rede de observatórios está prevista na última versão do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Daniella Jinkings<br />
<em>Repórter da Agência Brasil</em></p>
<p>Brasília – O governo federal, em parceria com universidades públicas e  privadas do país, vai criar uma rede de observatórios universitários  para incentivar pesquisas sobre a violação dos direitos humanos no  Brasil durante a ditadura militar. Reitores de cinco universidades  assinaram hoje (11) com a Secretaria de Direitos Humanos termo de  cooperação para a instalação de observatórios do Direito à Memória e à  Verdade.</p>
<p>De acordo com a ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário, o  material poderá subsidiar o trabalho da Comissão Nacional da Verdade. A  constituição da rede de observatórios está prevista na última versão do  Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). “Esse trabalho  significará um apoio muito grande para a Comissão da Verdade, porque  essas universidades também farão pesquisas nas suas próprias regiões.”</p>
<p>As primeiras cinco universidades que integrarão a rede de observatórios  são a Universidade Federal do Estado do Ceará, a Universidade de Santa  Cruz do Sul, a Universidade Nove de Julho, a Universidade de Fortaleza e  o Centro Universitário do Estado do Pará. Segundo a ministra, o  objetivo é expandir a rede para todas as regiões do país.</p>
<p>Em dezembro, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível  Superior (Capes) vai abrir edital para pesquisas na área. Os melhores  projetos serão instalados nos observatórios por dois anos, de acordo com  Maria do Rosário. “Serão R$ 3 milhões da Capes para pesquisa na área de  direito à memória e à verdade.”</p>
<p>O coordenador Executivo do Comitê de Gestão da Rede dos Observatórios  do Direito à Verdade, à Memória e à Justiça das Universidades  Brasileiras, Rogério Leal, acredita a iniciativa vai ampliar os espaços  de estímulo à pesquisa. “O universo de material disponível é tão grande  que é preciso criar redes de esforços de atuação para essa tarefa. Um  trabalho desse porte implica uma política pública de Estado”.</p>
<p>Para o reitor da Universidade de Santa Cruz do Sul, Vilmar Thomé, a  criação desses observatórios representa o reconhecimento por parte do  governo do esforço do segmento universitário. “Vamos contribuir para  jogar luz a um período da história do Brasil que não queremos que volte,  e que não podemos esquecer”.</p>
<p>Além do termo de cooperação entre as universidades, também foi assinado  um termo de cooperação da Secretaria de Direitos Humanos com o arquivo  nacional para facilitar o acesso dos pesquisadores a documentos sobre o  período da ditadura. De acordo com a coordenadora do Centro de  Referência das Lutas Políticas no Brasil do Arquivo Nacional, Inês  Stampa, a parceria vai ajudar a disseminar informações importantes para o  país. “As pesquisas são extremamente importantes, pois ajudam a  entender a nossa história”.</p>
<p>Segundo a Secretaria de Direitos Humanos, na próxima sexta-feira (18), a  presidenta Dilma Rousseff vai sancionar a lei que cria a Comissão  Nacional da Verdade e a lei de acesso à informação.</p>
<p><em>Edição: Rivadavia Severo</em></p>
</div>
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		</item>
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		<title>Documentos de mortes têm valor histórico imenso, destaca Gilney</title>
		<link>http://pndh3.com.br/noticias/documentos-de-mortes-tem-valor-historico-imenso-destaca-gilney/</link>
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		<pubDate>Sun, 03 Apr 2011 19:26:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>biabarbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Documentos escritos pelo Comando da Marinha, que revelam a determinação prévia para matar os integrantes da Guerrilha do Araguaia, em 1972, têm valor histórico inestimável e serão reunidos e farão parte do acervo da Comissão da Verdade, instituto a ser pelo criado Plano Nacional de Direitos Humanos fase três (PNDH 3). A informação é de Gilney Viana, coordenador do projeto Direito à Memória e à Verdade, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, iniciativa que tem por objetivo resgatar a memória e a história dos perseguidos políticos no país.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Olhar Direto &#8211; 20/03/2011<br />
De Brasília &#8211; Vinícius Tavares</strong></p>
<div>Documentos escritos pelo  Comando da Marinha, que revelam a determinação prévia para matar os  integrantes da Guerrilha do Araguaia, em 1972, têm valor histórico  inestimável e serão reunidos e farão parte do acervo da Comissão da  Verdade, instituto a ser pelo criado Plano Nacional de Direitos Humanos  fase três (PNDH 3).</div>
<div id="texto">
<p id="pTexto">A informação é de Gilney Viana, coordenador do projeto Direito à Memória  e à Verdade, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da  República, iniciativa que tem por objetivo resgatar a memória e a  história dos perseguidos políticos no país.</p>
<p>De acordo com o coordenador, que foi preso político e o primeiro  deputado federal eleito pelo PT de Mato Grosso, em 1994, estes e outros  documentos e provas envolvendo perseguidos políticos durante a ditadura  militar estão sendo reunidos em um processo amplo de investigação que  envolve as famílias das vítimas.</p>
<p>“Os documentos serão importantes para muitas famílias que nunca tiveram  uma informação oficial sobre o paradeiro destes brasileiros  desaparecidos e serão importantes também para a Comissão da Verdade que  será criada em breve”, revelou com exclusividade para o <strong>Olhar  Direto</strong>.</p>
<p>Segundo Gilney Viana, os interrogatórios feitos pelas forças militares  nas comunidades que viviam nas áreas onde houve a guerrilha eram feitos  com a indicação de uma cruz sobre a foto dos militantes procurados.</p>
<p>Ele lembra que estavam na lista de prioridades das forças armadas os  integrantes da guerrilha que tinham tido treinamento militar em Cuba,  quem era do comando da organização e quem tinha ferido ou matado algum  militar.</p>
<p>“Estes documentos têm valor histórico. É a revelação de um fato que nós  já sabíamos, mas do qual não tínhamos provas materiais. Sabíamos que a  orientação do General Bandeira de Melo era a de levar os prisioneiros  para lugar nenhum”, declarou Viana, que foi militante urbano e preso no  Rio de Janeiro em 1970.</p>
<p>Segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo desta segunda-feira  (28), os documentos demonstram que a orientação da Marinha era de  aniquilar os opositores e não apenas derrotar o maior foco da luta  armada contra a ditadura militar.</p>
<p>Os papéis, de setembro de 1972, relatam a preparação da Operação  Papagaio, uma das principais ofensivas das Forças Armadas contra o grupo  criado pelo PC do B entre Pará, Maranhão e a região norte de Goiás, que  hoje é o Estado do Tocantins.</p>
</div>
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		<title>Maria do Rosário defende que punição a torturadores seja definida na Justiça</title>
		<link>http://pndh3.com.br/noticias/maria-do-rosario-defende-que-punicao-a-torturadores-seja-definida-na-justica/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Mar 2011 02:26:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>biabarbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, afirmou nesta terça-feira (22) em São Paulo que cabe ao Judiciário a punição de agentes envolvidos na ditadura militar. A instalação da Comissão da Verdade pelo governo não terá, segundo ela, esse caráter. A ministra ressaltou que o governo federal está trabalhando dentro de suas atribuições para implementar a resolução da Corte Interamericana de Direitos Humanos, integrante da Organização dos Estados Americanos (OEA).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Titular da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência  afirma que governo está fazendo sua parte em relação à condenação  internacional por conta de crimes da ditadura</strong></em></p>
<p><strong>Por: <a href="http://www.redebrasilatual.com.br/fale-com-o-autor?uid=joaoperes&amp;assunto=Mensagem%20para%20Jo%C3%A3o%20Peres,%20Rede%20Brasil%20Atual">João  Peres, Rede Brasil Atual </a></strong></p>
<p><strong>Publicado em 22/03/2011, 19:30</strong></p>
<div id="parent-fieldname-text">
<p>São Paulo – A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da  Presidência da República, Maria do Rosário, afirmou nesta terça-feira  (22) em São Paulo que cabe ao Judiciário a punição de agentes envolvidos  na ditadura militar. A instalação da Comissão da Verdade pelo governo  não terá, segundo ela, esse caráter. A ministra ressaltou que o governo  federal está trabalhando dentro de suas atribuições para implementar a  resolução da Corte Interamericana de Direitos Humanos, integrante da  Organização dos Estados Americanos (OEA).</p>
<p>Em julgamento concluído em 2010, o organismo condenou o Brasil por  não investigar os crimes cometidos pelo Estado no episódio da Guerrilha  do Araguaia. A corte considera ainda que a Lei de Anistia não é motivo  para deixar torturadores impunes.</p>
<p>A comissão seria responsável por apurar os crimes cometidos durante  regimes autoritários no Brasil. &#8220;O objetivo da Comissão da Verdade não é  a responsabilização criminal de quem quer que seja&#8221;, sublinhou Maria do  Rosário em visita ao Cemitério de Vila Formosa, na zona leste da  capital  paulista, onde são realizadas buscas por militantes de grupos que  lutaram contra a ditadura. &#8220;É o resgate dos direitos humanos. O tema de  qualquer punição diz respeito ao mundo do Judiciário&#8221;, afirmou.</p>
<p>“É uma dívida do Brasil e da nossa democracia com as famílias. Neste  momento democrático, essas pessoas não estão aqui conosco. Responder a  isto só nos fortalece. Digo isso com muita humildade”, ressaltou a  ministra.</p>
<p>Questionada se a posição do governo de deixar à Justiça a punição de  torturadores, sem tentar criar instrumentos para que isso ocorra, não  contradiz aquilo que defendia enquanto deputada, Maria do Rosário  ponderou que deve respeitar a posição fechada pelo governo de Dilma  Rousseff. Ao mesmo tempo, ela assegurou que o Ministério da Defesa não  pressiona mais para que a Comissão da Verdade não seja implementada.</p>
<p>Desde 2009, o ministro Nelson Jobim criou grande tensão para  conseguir alterar diversos pontos do terceiro Plano Nacional de Direitos  Humanos (PNDH-3), inclusive a comissão, que perdeu a possibilidade de  recomendar a punição dos agentes da repressão.</p>
<h2>Vila Formosa</h2>
<p>Durante a visita ao Cemitério de Vila Formosa, a ministra recebeu uma  cobrança pública por mais recursos. Desde o ano passado são realizadas  buscas por corpos de militantes da ditadura sepultados ilegalmente no  local por agentes da Ditadura Militar. Os trabalhos ocorrem de maneira  intermitente devido à pequena quantidade de equipes.</p>
<p>Até agora, as buscas vêm sendo conduzidas por uma parceria entre  Secretaria de Direitos Humanos, Instituto Médico Legal, Ministério  Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF). Há apenas uma equipe de  arqueologia forense da PF, e ela é responsável por diversos trabalhos em  todo o Brasil, não podendo se dedicar exclusivamente ao tema. &#8220;Alguns  anos atrás, era nenhuma&#8221;, resumiu Maria do Rosário.</p>
<p>A operação em Vila Formosa só teve início depois de o MPF, provocado  pelo Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo e pelo Sindicato dos  Químicos, ingressar com ação na Justiça cobrando que o governo federal  arcasse com os custos deste e de outros trabalhos de tentativa de  resgate da história de vítimas do período autoritário.</p>
<p>&#8220;A gente vê aqui que tem um esforço pessoal de várias autoridades,  mas não vemos um comprometimento muito grande por parte das  instituições. Não existe sequer uma verba para água nos trabalhos aqui  neste cemitério&#8221;, destacou Eugênia Gonzaga, procuradora da República em  São Paulo.</p>
<h2>Memorial</h2>
<p>Durante visita ao cemitério de Vila Formosa, Rosário afirmou que o  governo federal quer construir um memorial em homenagem aos  desaparecidos durante a ditadura militar. Segundo ela, essa é uma forma  de dar uma resposta às famílias que perderam parentes durante o regime  militar.</p>
<p>&#8220;Assim como o Ministério Público Federal e as famílias indicam a  necessidade de um memorial, queremos assumir esse compromisso&#8221;, afirmou a  ministra</p>
<p>Maria do Rosário não deu indicações sobre o local da construção do  memorial nem sobre sua inauguração. Ela afirmou, porém, que o memorial  vai homenagear todos os desaparecidos e as suas famílias. &#8220;Que nesse  memorial se registrem os desaparecidos e os mortos pela ditadura. Que se  registre que o Estado brasileiro torturou e matou, mas que se registre  também que as famílias dos desaparecidos nunca abandonaram seus entes  queridos.&#8221;</p>
<p><strong>Com informações da Agência Brasil</strong></p>
</div>
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		<title>Manuela d&#8217;Ávila não vê mistério nas polêmicas sobre direitos humanos</title>
		<link>http://pndh3.com.br/noticias/manuela-davila-nao-ve-misterio-nas-polemicas-sobre-direitos-humanos/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Mar 2011 04:12:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>biabarbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[A gaúcha Manuela d’Ávila é a primeira comunista a assumir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Credenciada por uma reeleição com quase meio milhão de votos e, pela segunda vez seguida, sendo a deputada mais votada do Rio Grande do Sul, a parlamentar terá assuntos polêmicos para administrar, incluindo projetos relacionados aos direitos dos homossexuais e à instalação da Comissão da Verdade, que investigará crimes da época em que o Brasil vivia sob o comando dos militares. Além disso, receberá questões ligadas ao Plano Nacional de Direitos Humanos, um dos principais alvos de críticas durante a campanha presidencial da então candidata Dilma Rousseff.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A gaúcha Manuela d’Ávila é a primeira comunista a assumir a Comissão  de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Credenciada por uma reeleição com quase meio milhão de votos e, pela segunda vez seguida, sendo a  deputada mais votada do Rio Grande do Sul, a parlamentar terá assuntos polêmicos para administrar, incluindo projetos relacionados aos direitos  dos homossexuais e à instalação da Comissão da Verdade, que investigará  crimes da época em que o Brasil vivia sob o comando dos militares. Além disso, receberá questões ligadas ao Plano Nacional de Direitos Humanos, um dos principais alvos  de críticas durante a campanha presidencial da então candidata Dilma Rousseff.</p>
<p>O comando da comissão, no entanto, não é o único desafio que Manuela terá de enfrentar. Workaholic assumida, a integrante do PCdoB lidera a Frente da Liberdade da Internet, comanda a bancada gaúcha na Casa e, mesmo afirmando que a prioridade são as atividades parlamentares, aspira ocupar a cadeira de prefeita de Porto Alegre nas eleições municipais do próximo ano.</p>
<p>“Sou uma mulher comum, que tem sonhos, como qualquer outra pessoa. Mas não entrei na política por um objetivo pessoal. Desde que disputei a prefeitura, em 2008, desenvolvi um sentimento forte de ajudar o estado lá, em questões regionais, mas vivo um momento de cada vez. Agora, sou deputada federal”, afirma a jovem de 29 anos, apontada, desde o primeiro mandato, como musa do Congresso. O assunto, porém, tira Manuela do sério. A atuação na legislatura passada e a corroboração dos eleitores nas urnas conferem à gaúcha status de uma das deputadas mais influentes da Casa.</p>
<p>Em entrevista ao Correio Braziliense, ela fala sobre a estratégia para garantir uma tramitação menos complicada a projetos polêmicos, sobre a dificuldade em discutir determinados assuntos no Congresso e sobre a relação entre o grande volume de trabalho e os planos futuros.</p>
<p><strong>Correio Braziliense: A senhora vai presidir uma das comissões mais complicadas desta legislatura.<br />
Manuela d´Ávila:</strong> Por que complicada?</p>
<p><strong>Correio Braziliense: Porque há temas espinhosos lá. O deputado Jean Wyllys (PSol-RJ) falou sobre o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) que garante o direito dos homossexuais ao casamento civil. A presidente Dilma Rousseff já mostrou que fará força para que a Comissão da Verdade seja aprovada. Há ainda o Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH). Não são temas polêmicos?<br />
MA:</strong> Primeiro, temos de separar o que são polêmicas de um grupo pequeno de parlamentares e polêmicas na sociedade. Por exemplo, o tema da união civil entre homossexuais estabelece uma polêmica com um setor da Câmara que é legitimamente organizado. No entanto, esse grupo não dialoga com a maior parte da população brasileira, que, na minha opinião, não é homofóbica. Tenho convicção de que, se consultarmos cada um dos 513 deputados, a maioria se posicionará favorável ou dirá que não vê problema em duas pessoas do mesmo sexo viverem juntas. Então, qual é a dimensão real dessa polêmica? Alguns grupos ou pessoas ganham destaque maior do que realmente têm, de fato, aqui na Câmara e passam uma imagem de que a Casa é mais conservadora do que é de fato.</p>
<p><strong>Correio Braziliense: Mas vários desses temas entraram na pauta das últimas eleições, inclusive na campanha da então candidata Dilma Rousseff, e muitos políticos recuaram ou deram uma amenizada no discurso. A senhora acha que será fácil discutir esses projetos com parlamentares?<br />
MA: </strong>Só acho que temos de saber exatamente qual é a real dimensão da polêmica, mesmo na sociedade. Quando alguns grupos organizados de alguns segmentos se posicionaram fortemente contra os direitos dos homossexuais na campanha, a sociedade brasileira reagiu. Por isso, não julgo o nosso povo tão conservador como esse segmento. Isso não significa que essa parte mais conservadora não tenha uma dimensão, um peso aqui dentro do Congresso.</p>
<p><strong>Correio Braziliense: Quais serão suas estratégias, então, para que esses projetos tenham trâmites menos complicados?<br />
MA:</strong> Acho que teremos dificuldades porque as regras no Congresso permitem que minorias obstruam o trâmite. Embora não caiba só a mim, como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, a estratégia é envolver a sociedade. Precisamos fazer com que o povo entenda o que estamos discutindo. Não dá para só um segmento minoritário organizado mobilizar as bases contra determinados temas. A sociedade também precisa perceber e se mobilizar. Essa é a única estratégia que pode fazer avançar temas como os que envolvem relações homossexuais.</p>
<p><strong>Correio Braziliense: Há outros projetos que a senhora imagina que vão causar tanta olêmica como os que tratam dos direitos dos homossexuais e dos crimes cometidos na época da ditadura?<br />
MA:</strong> Esses dois assuntos, realmente, devem ser os mais polêmicos. Há também o Plano Nacional de Direitos Humanos, mas que deve chegar em forma de projetos fatiados.</p>
<p><strong>Correio Braziliense: A senhora presidirá a Comissão de Direitos Humanos e Minorias na Câmara, lidera a bancada gaúcha de deputados, integra outras frentes e tem planos de concorrer à prefeitura de Porto Alegre. Dá tempo de fazer tudo isso?<br />
MA: </strong>Mas o que é tudo isso? Eu coordeno a bancada de deputados do meu estado até maio. É uma dinâmica de trabalho bem enxuta porque não é um órgão, é algo que acontece de acordo com a demanda concreta. Em relação às frentes, abri mão e dividi com outros colegas várias frentes que presidi. A dos Esportes deve ser comandada pelo deputado Acelino Popó. A Frente pela Libertação Sexual o Jean Wyllys assumiu. Então, justamente por achar que é impossível fazer tudo e dar conta de tudo, já dividi esse trabalho. A frente que estou construindo é a da Liberdade da Internet. Se dá tempo? Acho que dá. Quando temos dedicação intensa ao trabalho, como tenho, acho que sim. Se é ideal? Não é. Mas, na vida, batemos escanteio e corremos para cabecear a bola.</p>
<p><strong>Correio Braziliense: E 2012?<br />
MA:</strong> Bom, 2012 é 2012. Não estou envolvida nisso agora. Estou envolvida no meu trabalho parlamentar, que, até maio, é coordenar a bancada gaúcha e, até o fim do ano, presidir a comissão. Felizmente, um ano acontece de cada vez.</p>
<p><em>Fonte: Correio Braziliense</em></p>
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		<title>Redes de direitos humanos se reúnem com Secretaria de Direitos Humanos</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Feb 2011 03:15:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>biabarbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[A ministra Maria do Rosário recebeu redes de direitos humanos para debater a política de Direitos Humanos do atual governo. Durante o encontro, a ministra reafirmou o compromisso de renovar o pacto realizado com as redes feito pelo ex-ministro Vanucchi,  referindo-se a importância da implementação do PNDH 3 e a garantia da participação social neste processo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 18 de fevereiro, a ministra Maria do Rosário  recebeu redes de direitos humanos para debater a política de Direitos  Humanos do atual governo. Durante o encontro, a ministra reafirmou o  compromisso de renovar o pacto realizado com as redes feito pelo  ex-ministro Vanucchi,  referindo-se a importância da implementação do  PNDH 3 e a garantia da participação social neste processo. A reunião  contou com a participação das redes Plataforma Dhesca Brasil, MNDH –  Movimento Nacional de Direitos Humanos, Rede Feminista de Saúde, AMB –  Articulação de Mulheres Brasileiras e FENDH – Fórum de Entidades  Nacionais de Direitos Humanos.</p>
<p>Um dos pontos mais importantes na reunião foi a  retomada do diálogo entre Secretaria e sociedade civil quanto à  implementação do Programa, já que em 2010 foi constituído um Comitê  Interministerial para esse fim. A ministra afirmou que a SDH tem  conversado com todos os secretários executivos dos ministérios para  recomporem o Comitê e que a primeira reunião deverá acontecer já no  início de março. As redes solicitaram a participação nesse espaço, para  que também possam apresentar e debater as prioridades elencadas. A  participação foi vista como positiva e deverá acontecer já no primeiro  encontro do ano.</p>
<p>A ministra Rosário e o secretário executivo, André  Lazaro, reafirmaram o papel articulador da Secretaria frente ao projeto  de direitos humanos e apontaram como um desafio fortalecer o diálogo e o  trabalho entre os Conselhos Nacionais, entre outras atividades. Além  disso, concordaram com a necessidade da aprovação de matérias  legislativas em direitos humanos, como o PL que institui o Conselho de  Direitos Humanos que tramita há 18 anos, o marco legal para os  Defensores de Direitos Humanos, a Comissão da Memória e Verdade e a PEC  do Trabalho Escravo.</p>
<p>Entre as prioridades elencadas pela ministra está o de  aproximar o debate sobre os direitos humanos com a sociedade em geral.  “É importante criar uma marca afirmativa sobre os direitos humanos”,  afirmou Rosário.</p>
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		<title>Por que Dilma é garantia de mais avanços em direitos humanos</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Jan 2011 16:49:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>biabarbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[O primeiro efeito simbólico da "era Dilma" que começa talvez seja um olhar renovado, no governo e na sociedade, sobre o tema dos direitos humanos. Em sua primeira entrevista coletiva como presidente, Dilma Rousseff anunciou sua "posição intransigente” nessa área. A reportagem é do Portal Vermelho.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro efeito simbólico da &#8220;era Dilma&#8221; que começa talvez seja um  olhar renovado, no governo e na sociedade, sobre o tema dos direitos  humanos. Em sua primeira entrevista coletiva como presidente, Dilma  Rousseff anunciou sua &#8220;posição intransigente” nessa área.</p>
<p>Ela citou dois casos chocantes — o massacre de 19 sem-terra em  Eldorado dos Carajás (PA), em 1996, e a condenação à morte por  apedrejamento da iraniana Sakineh Ashtiani. Além disso, o objetivo  anunciado como principal para seu governo é a erradicação até 2014 da  miséria no país, primeira das oito metas universais da ONU para 2015.</p>
<p>Dilma mencionou também, no discurso de posse, a luta de sua geração  contra a ditadura. A própria presidente, quando jovem, ficou presa de  1970 a 1972 e sofreu uma das mais graves violações ao direito da  humanidade: a tortura. A ex-militante, ao assumir a Presidência, pode  carregar consigo uma imagem impregnada de direitos humanos.</p>
<p>&#8220;A presidente Dilma é tão simbólica quanto um presidente sociólogo e um  presidente operário. Por um lado, por ser mulher, por outro, por ter  militado contra a ditadura militar, presa política, um exemplo vivo do  que foi a luta democrática nos &#8216;anos de chumbo&#8217;. O &#8216;valor simbólico&#8217;  representa uma esperança para que a agenda dos direitos humanos avance  neste governo&#8221;, afirma João Ricardo Dornelles, coordenador do Núcleo de  Direitos Humanos da PUC-RJ.</p>
<p><strong>Direito à memória<br />
</strong><br />
De todo o universo envolvido pela noção de direitos humanos, o primeiro  aspecto a atrair os holofotes foi o direito à memória, notadamente em  relação ao período da ditadura militar. A experiência da presidente no  passado reacende as esperanças de ativistas pela abertura dos arquivos  da época — exigida por julgamento da Corte Interamericana de Direitos  Humanos (CIDH) em novembro — e a punição aos abusos do período.</p>
<p>&#8220;Mais do que no governo Lula, há vontade política nesse sentido. Mas as  injunções da luta política, as políticas de aliança, os impasses para a  governabilidade podem estabelecer os limites para que ela seja  plenamente implementada&#8221;, diz Dornelles.</p>
<p>Uma das primeiras manifestações públicas dessa simbologia de Dilma  aconteceu em 2008, quando ela ainda era ministra da Casa Civil. Em  resposta ao senador José Agripino Maia (DEM-RN), que durante uma  Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) fez alusão a uma entrevista em  que Dilma confessava ter mentido nos interrogatórios da ditadura, a  então ministra ofereceu uma explicação elaborada e extensa dos horrores  da tortura.</p>
<p>Dilma rejeitou a comparação entre o regime autoritário de 1964-1985,  argumentando que a diferença entre a ditadura e a democracia é que &#8220;na  ditadura não há espaço para a verdade, por que não há espaço para a  vida&#8221;. Já presidente, Dilma sinalizou sua postura quanto à memória do  período de exceção ao repreender o general José Elito, chefe do GSI  (Gabinete de Segurança Institucional), que havia declarado não ser  motivo de vergonha, mas mero &#8220;fato histórico&#8221;, a existência de  desaparecidos políticos no Brasil.</p>
<p><strong>PNDH-3</strong></p>
<p>Apesar da condenação pela CIDH, a iniciativa não será fácil. Um ícone da  disputa, na esfera federal, em torno dos direitos humanos é a Comissão  Nacional da Verdade, contida no terceiro Programa Nacional de Direitos  Humanos (PNDH-3), com a atribuição de investigar &#8220;a responsabilidade do  Estado pelas graves violações de direitos humanos&#8221; ocorridas durante a  ditadura militar.</p>
<p>Em seu discurso de posse, no dia 3, a secretária de Direitos Humanos,  Maria do Rosário Nunes, reiterou a intenção do governo de instalar a  comissão. Embora Nelson Jobim, ministro da Defesa, tenha manifestado  apoio à iniciativa, o tema é delicado em meios militares.</p>
<p>No fim de 2009, o então presidente Lula assinou o decreto do PNDH-3,  incluindo a possível revisão da lei de anistia e a instauração da  Comissão da Verdade, seguindo o exemplo de países vizinhos, como a  Argentina, que processou e acabou condenando, em novembro de 2010, um de  seus ex-ditadores, Jorge Rafael Videla, por crime de lesa-humanidade.</p>
<p>Em reação ao decreto de Lula, os presidentes do Clube Militar, do Clube  Naval e do Clube da Aeronáutica divulgaram uma nota intitulada &#8220;Um País  de Todos&#8221;, repudiando a investigação e falando em revanchismo no Brasil.  No entanto, a investigação de violações dos direitos humanos durante  regimes de exceção repercute além da punição aos responsáveis.</p>
<p>&#8220;As pesquisas mostram que países que tiveram &#8216;comissões da verdade&#8217;  reduziram os índices não só de tortura, mas também de execuções e  sequestros praticados por policiais e militares. Há uma contradição  evidente: se os torturadores da ditadura tiveram promoções e recebem  pensão, que incentivo tem o policial para agir corretamente?&#8221;, argumenta  o cientista político Paulo Sérgio Pinheiro, do Núcleo de Estudos da  Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP).</p>
<p>Se as forças policiais brasileiras estão entre as mais mortíferas do  mundo e são célebres nas favelas cariocas por &#8220;subir o morro batendo&#8221;,  esses traços não nascem por acaso. Desde os tempos do Estado Novo a  polícia, sob Filinto Müller, era conhecida pela truculência e a  crueldade.</p>
<p><strong>Desigualdades<br />
</strong><br />
As deficiências no campo dos direitos humanos ainda são profundas e  atravessam diversas áreas. Coeficiente mais usado para medir a dispersão  estatística, o índice Gini brasileiro insistentemente acima de 0,5  expõe a desigualdade do país.</p>
<p>A proporção de apenas 1,9 defensor público para cada 100 mil habitantes  demonstra que a maior parte da população não consegue recorrer às leis. A  renda média das mulheres segue 40,2% menor do que a dos homens e a  proporção de analfabetos na população negra e parda é 131,1% maior do  que na população branca.</p>
<p>Estudos de entidades que militam pelos direitos humanos revelam a  dimensão hercúlea do desafio a que se propôs Maria do Rosário quando, em  seu discurso de posse, manifestou o desejo de desenvolver a &#8220;cultura de  direitos humanos&#8221; no Brasil. Em que pesem os esforços do governo e da  sociedade desde a redemocratização, bem como avanços no combate à  desigualdade, à pobreza e a diversas formas de discriminação, os dados  apontam para um país onde as violações de diretos humanos são  sistemáticas e estão inscritas no âmago da vida social.</p>
<p>Em dezembro, o NEV-USP divulgou seu 4º Relatório Nacional Sobre os  Direitos Humanos no Brasil. Nele, transparecem as desigualdades  regionais e sociais do país, a lentidão com que avançam os indicadores,  como acesso à Justiça, número de leitos hospitalares e saneamento  básico, e o longo caminho a percorrer.</p>
<p>Por outro lado, veem-se &#8220;ganhos substantivos em termos de adoção de  legislação&#8221; e os primeiros resultados de um esforço de longo prazo para  disseminar os direitos humanos no país. Para Paulo Sérgio Pinheiro, um  dos coordenadores do relatório e autor do prefácio, os resultados  evidenciam &#8220;a contraditória situação dos direitos humanos no país&#8221;.</p>
<p>O quadro desenhado por esse relatório e outros documentos revela um país  onde, como a concentração de renda insiste em não infletir, uma grande  proporção da população não tem acesso ao princípio mais básico dos  direitos humanos: a representação política. Daí a repetição de casos de  escravidão em fazendas, torturas em delegacias e agressões domésticas.  Mas a exclusão também é parte da explicação de um sistema calcado sobre  deficiências no acesso à educação, à saúde, ao transporte e à moradia.</p>
<p><strong>Educação, uma perspectiva<br />
</strong><br />
O jurista Fabio Konder Comparato, autor de Afirmação Histórica dos  Direitos Humanos (Saraiva), descreve o sistema: &#8220;A vida política se  assenta em dois fundamentos: a mentalidade social e o sistema de  poderes. No Brasil, ambos são desfavoráveis à política de respeito aos  direitos humanos. Nossa mentalidade coletiva é tributária de vários  séculos de escravismo e de exploração dos pobres. Quanto ao sistema de  poderes, sempre tivemos um regime oligárquico&#8221;.</p>
<p>Diversas iniciativas são apontadas para favorecer a implantação da  cultura de direitos humanos. Comparato menciona &#8220;introduzir e fazer  cumprir instrumentos constitucionais de democracia e de efetiva  repressão ao abuso de poder&#8221;.</p>
<p>Pinheiro defende a legislação dirigida a problemas precisos, como as  cotas raciais, porque &#8220;as crianças e adolescentes afrodescendentes não  podem ficar esperando o &#8216;progresso gradual&#8217; da cultura antirracista&#8221; e a  lei Maria da Penha, que pune agressões a mulheres. &#8220;Um dos resultados  dessa lei é deslegitimizar o machismo pátrio. Ainda que maridos, noivos e  namorados continuem matando suas mulheres, noções antigas como a  &#8216;legítima defesa da honra&#8217; foram para o lixo da história.&#8221;</p>
<p>O denominador comum das propostas, porém, é a política educacional.  Trata-se, nas palavras de Pinheiro, de &#8220;incluir a presença transversal  dos direitos humanos na educação, desde o primário até o colegial&#8221;.</p>
<p>Dornelles resume a estratégia: &#8220;O tema deve entrar no dia a dia das  pessoas. Na TV, nas novelas, no cinema, na propaganda, na música, em  todos os espaços culturais e educacionais. A sensibilização da população  para os temas emancipatórios de direitos humanos é central. O processo  não é linear, com um avanço contínuo e permanente. As políticas  educacionais e culturais, com base em princípios de direitos humanos,  são fundamentais. Trata-se de definir uma cultura de direitos humanos  que se contraponha à cultura da violência e à cultura da exceção&#8221;.</p>
<p>Ou seja, a noção de direitos humanos não pode estar ausente do espaço  público, onde há debates e onde se tomam as decisões coletivas. Um  espaço que, lembra Comparato, &#8220;não é sinônimo de estatal. O Estado gere o  espaço público, mas não é dono dele&#8221;. A ausência dessa noção leva à  reiterada apropriação do público pelo privado. Para ilustrar a tendência  brasileira de passar ao largo do comum, o jurista cita frei Vicente do  Salvador, autor da primeira história do Brasil, em 1627: &#8220;Nem um homem  nesta terra é repúblico, nem zela e trata do bem comum, senão cada um do  bem particular&#8221;.</p>
<p><strong>Avanços<br />
</strong><br />
A melhora dos indicadores de direitos humanos pode ser lenta e  irregular, mas existe. Efeitos práticos do progressivo engajamento  brasileiro com os direitos humanos transparecem no relatório de  acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (leia mais à  página 9).</p>
<p>Entre 1990 e 2008, a proporção da população vivendo com menos de US$  1,25 por dia caiu de 25,6% (mais de um em cada quatro brasileiros) para  4,8%. Os números impressionam, mas não escondem que restam 8,9 milhões  de pessoas vivendo na miséria no país, segundo esse critério.</p>
<p>A evolução é heterogênea regionalmente. Enquanto a média nacional de  moradias consideradas adequadas era de 65,7% em 2008, o índice era de  55,5% no Nordeste e só 34,5% no Norte. A igualdade racial, apesar da  lenta implantação de medidas afirmativas como as cotas no Itamaraty e em  diversas universidades, ainda é uma meta distante.</p>
<p>A redução da miséria na população negra entre 1990 e 2008 foi  significativa, passando de 37,1% a 6,6%. Entre os brancos, porém, foi de  16,5% a 2,8%. A diferença, que era de 124,85%, passou a 135,71%,  aumento que não aponta para um país mais racista, mas mostra que até as  políticas sociais são absorvidas antes pela parcela da população que já  conta com algum privilégio.</p>
<p>Com uma taxa de homicídio de 26,3 por 100 mil habitantes (2007), o  Brasil é um dos países mais mortíferos do mundo. O demógrafo José  Eustáquio Alves, do IBGE, explica que, como os homens são ao mesmo tempo  os maiores causadores e as maiores vítimas das mortes violentas, o país  vai se tornando &#8220;cada vez mais feminino&#8221;: são 4 milhões de mulheres a  mais do que homens. Dessa diferença, cerca de 1,6 milhão pode ser  atribuído a causas externas, isto é, sobretudo a violência e os  acidentes de trânsito.</p>
<p><strong>Violência policial<br />
</strong><br />
No campo da violência, um dado é particularmente significativo. Philip  Alston, enviado pela ONU ao Brasil em 2008 para investigar execuções  extrajudiciais, escreveu em seu relatório que 18% dos homicídios no  estado do Rio de Janeiro tiveram policiais como autores. O governo  fluminense promete reformular a cultura policial com as Unidades de  Polícia Pacificadora (UPPs), cujos policiais são recém-formados na  academia e, portanto, supostamente livres da cultura tradicional da  truculência policial brasileira.</p>
<p>Dornelles adverte que &#8220;muitos projetos de formação de uma nova polícia  para um Estado Democrático de Direito têm sido experimentados nos  últimos 20 anos&#8221;. Ele defende o policiamento comunitário, mas considera  imprescindível resgatar a história e tratar &#8220;os traumas do passado de  violações sistemáticas e massivas&#8221;.</p>
<p>&#8220;Precisamos entender a ponte do passado com o presente. Um dos pontos  fundamentais é uma política de verdade e memória para que, além da  formação técnica de novos agentes policiais, não se repitam as lógicas  de desumanização do &#8216;outro&#8217; e de truculência, arbitrariedade e  crueldade&#8221;.</p>
<p>Em paralelo à redução da violência, subsiste a fragilidade do direito,  enquanto a população não consegue acessar os dispositivos legais que  permitiriam punições a abusos. Em 2007, as Justiças estaduais  brasileiras tinham taxa média de congestionamento em primeira instância  de 80,5%. No Maranhão e em Alagoas, esses índices ultrapassam os 92%. Em  outras palavras, apenas um em cada cinco processos presentes na  primeira instância dos tribunais brasileiros é julgado anualmente,  manifestando a célebre &#8220;morosidade&#8221; da Justiça brasileira.</p>
<p>&#8220;O livre e amplo acesso dos cidadãos ao Judiciário, sobretudo para a  defesa do bem comum, é uma exigência fundamental para a existência de  uma verdadeira república democrática&#8221;, adverte Comparato. &#8220;Ora, no  Brasil, malgrado alguns progressos recentes, a possibilidade de os  cidadãos agirem na defesa desses direitos é mínima.&#8221;</p>
<p><strong>O machismo prevalece<br />
</strong><br />
Na quarta-feira, a sexta turma do Superior Tribunal de Justiça decidiu  que processos pela lei Maria da Penha podem ser suspensos por até quatro  anos e a punição extinta caso o agressor não reincida. A decisão foi  recebida por ativistas como demonstração de que os direitos humanos  ainda não são plenamente levados a sério no Brasil.</p>
<p>&#8220;Dentre os 30 juízes do STJ, há somente cinco mulheres brancas e nenhuma  negra. Assim, 83,3% do tribunal é formado por homens. A desigualdade de  gênero, raça e etnia nos mostra como a composição das instituições do  Estado estão descoladas da representação social&#8221;, argumenta Edélcio  Vigna, assessor político do Instituto de Estudos Socioeconômicos  (Idesc).</p>
<p>Mesmo os desastres naturais, quando atingem as populações em suas casas,  são uma questão de direitos humanos. A antropóloga Iara Pietricovsky,  do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) lamenta que a tragédia  que abateu a região serrana do Rio de Janeiro, por exemplo, não seja  abordada segundo a perspectiva desses valores.</p>
<p>&#8220;A análise é que as pessoas constroem em encostas porque conseguem por  meio de pressão imobiliária ou porque o poder público autoriza ou fecha  os olhos. É um somatório de irresponsabilidades. Mas quem constitui esse  somatório, quem o reverte, senão nós mesmos? Se não materializarmos a  análise, colocando-a na perspectiva de direitos violados, não vamos sair  do ciclo vicioso. A perspectiva é de punição, mas também de educação,  alocação e constituição de políticas&#8221;, afirma Pietricovsky.</p>
<p><em><strong>Da Redação do Portal Vermelho, com informações do Valor Econômico</strong></em></p>
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<h2>O primeiro efeito simbólico da &#8220;era Dilma&#8221; que começa talvez seja um  olhar renovado, no governo e na sociedade, sobre o tema dos direitos  humanos. Em sua primeira entrevista coletiva como presidente, Dilma  Rousseff anunciou sua &#8220;posição intransigente” nessa área.</h2>
</div>
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		<title>Ministro da Justiça: &#8216;Comissão de verdade é imprescindível&#8217;</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Jan 2011 23:17:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>biabarbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[José Eduardo Cardozo, assim como a nova ministra da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Maria do Rosário, também defendeu aprovação de comissão da verdade para apurar dados sobre mortos e desaparecidos durante a ditadura militar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Andréia Sadi, iG Brasília</strong> | <cite>05/01/2011 06:00</cite></p>
<p>Assim como a nova ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário, o  atual titular da Justiça, José Eduardo Cardozo, defendeu em entrevista  ao <strong>iG</strong> a aprovação da Comissão de Verdade pelo Congresso.</p>
<p>A comissão, que  está prevista no Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) e virou alvo de polêmica durante o governo <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/lula">Lula</a>,  apura informações sobre mortos e desaparecidos durante a ditadura  militar. “O governo Lula enaminhou para o Congresso o projeto de lei que  disciplina com bastante critério a questão. Acho imprescindível a  aprovação deste projeto”, afirmou.</p>
<p>Cardozo disse ainda que o projeto traduz uma situação que é  compreendida pelas Forças Armadas e há equilíbrio entre as instituições.</p>
<p>Na segunda-feira (3), <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/comissao+da+verdade+nao+e+revanche+diz+maria+do+rosario/n1237908711243.html">a nova ministra fez um apelo ao Congresso pela aprovação do PL</a>,  mas tentou mostrar que o atual momento é de diálogo e sem espaço para  revanches. “A constituição da Comissão da Verdade não se trata, jamais,  de qualquer atitude de revanche, como disse, em seu discurso, a  presidenta <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/dilmarousseff">Dilma</a>&#8220;, reforçou Rosário.</p>
<p>Ao discursar após receber a faixa do presidente Lula, a presidenta  disse, no último dia 1º, que não carrega “nenhuma espécie de  ressentimento” da época da ditadura. “Minha geração veio para a política  em busca da liberdade, num tempo de escuridão e medo. Pagamos o preço  da nossa ousadia, ajudando o País chegar até aqui. Aos companheiros que  tombaram nesta caminhada, minha comovida homenagem e minha eterna  lembrança”, dedicou.</p>
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		<title>Balanço: Vitórias dos Direitos Humanos em 2010</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Dec 2010 02:38:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>biabarbosa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Chegando ao final do ano, é possível afirmar: os Direitos Humanos conquistaram grandes vitórias em 2010. Além da votação histórica dos candidatos que levantam a bandeira dos Direitos Humanos, o país conquistou avanços significativos nessa área ao longo de 2010. Eles mostram que o Brasil atingiu um alto nível de maturidade política, com instituições democráticas fortalecidas e elevada consciência cidadã. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Marcelo Salles &#8211; blog Escrevinhador &#8211; </em>quarta-feira, 15/12/2010</p>
<p>Chegando ao final do ano, é possível afirmar: os Direitos Humanos  conquistaram grandes vitórias em 2010. Candidatos que empunham  abertamente essa bandeira foram eleitos em todo o país, como Luiza  Erundina e Paulo Teixeira (SP), Camilo Capiberibe (AP), Erika Cocai  (DF), Iriny Lopes (ES) e Eduardo Campos (PE), entre muitos outros.</p>
<p>Mas foi o Rio de Janeiro onde mais se avançou. Os três candidatos  mais identificados com essa temática no estado – Chico Alencar e  Alessandro Molon, eleitos deputados federais, e Marcelo Freixo, eleito  deputado estadual – receberam quase o dobro da votação de três dos  candidatos que se manifestam abertamente contra os Direitos Humanos,  como os deputados federais Arolde de Oliveira e Jair Bolsonaro, e o  deputado estadual Flávio Bolsonaro, que numa das manifestações mais  contundentes afirmou: “Sou de direita. Luto contra os Direitos Humanos,  que só servem para proteger os bandidos e os marginais”. Jair Bolsonaro  fez campanha com uma camisa onde estava escrito: “Direitos Humanos:  estrume da bandidagem”. O resultado das urnas foi 547.492 votos para os  que lutam por Direitos Humanos x 278.425 votos para os outros três.</p>
<p>O resultado eleitoral torna-se ainda mais expressivo se considerarmos  os ataques sistemáticos desferidos contra a terceira edição do Programa  Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Lançado pelo presidente Lula e  pelo ministro dos Direitos Humanos Paulo Vannuchi, em dezembro de 2009, o  PNDH-3 reúne 519 ações programáticas em diversas áreas, como cultura,  educação, saúde, crianças e adolescentes, população idosa, pessoas com  deficiência, segmento LGBT e combate à tortura. Apesar de conter  centenas de ações e diretrizes para garantir a democracia no país, o  debate promovido pelos meios de comunicação de massa ficou restrito a  quatro pontos: aborto, religião, mídia e propriedade rural. Dessa forma,  o PNDH-3 foi reduzido a um saco de maldades que estaria disposto a  censurar a imprensa e a religião, a facilitar invasões de terras e a  legalizar o aborto. Certos grupos evangélicos chegaram a comparar o  presidente Lula a Hitler por conta do programa, panfletos apócrifos  foram espalhados pelo país e o deputado Arolde de Oliveira chegou a  fazer outdoors contra o programa.</p>
<p>Felizmente a campanha de desinformação não deu certo. Além da votação  histórica dos candidatos que levantam a bandeira dos Direitos Humanos, o  país conquistou avanços significativos nessa área ao longo de 2010. Por  exemplo, será a primeira vez que o Brasil terá um integrante no  Subcomitê de Prevenção à Tortura da ONU; será a advogada Margarida  Pressburger, que foi indicada pelo ministro Vannuchi. Numa outra  iniciativa inédita, o Programa de Proteção a Defensores de Direitos  Humanos terá formado, até dezembro, 60 policiais que vão atuar em todo o  território nacional protegendo gente como Chico Mendes e Doroty Stang.  Por fim, mas não menos importante, foi eleito no último dia 10 o  Mecanismo de Prevenção e Combate à Tortura no Rio de Janeiro –  iniciativa de Marcelo Freixo –, que tornará o estado pioneiro no país na  adoç ão dessa recomendação das Nações Unidas.</p>
<p>Claro que ainda há problemas, e problemas graves, como crimes  homofóbicos, violência contra crianças e adolescentes, falta de  acessibilidade para cadeirantes, perseguição a pessoas em situação de  rua, entre outros. Mas as vitórias eleitorais e os avanços logrados em  2010 mostram que o Brasil atingiu um alto nível de maturidade política,  com instituições democráticas fortalecidas e elevada consciência cidadã.  Que o país continue assim por muito tempo, até o dia em que o slogan  “bandido bom é bandido morto” não renda nenhum voto, e que qualquer  debate tenha como pressuposto básico a defesa da vida.</p>
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